Redirecionando: ,

O futuro e o banal. Devaneios de uma era sem Likes.


Follow, link, +1, share e quantos outros mecanismos inventarem. Desprenda-se deles antes que seja tarde!
Eu sei que parece uma afronta dizer isso no auge da análise das métricas sociais, quando analistas de marketing salivam para clicar no botão de estatísticas do facebook e verem os gráficos subirem, enquanto analistas de social media ralam pra aprender o que é e como se calcula engagement rate. Mas o objetivo deste texto é afrontar.
Cartaz de protesto (Foto: Reprodução)Curtir ou não curtir? (Foto: Reprodução)
Todos esses botões, comandos e opções criados para os consumidores gritarem “ei, eu estou vendo a sua marca” se tornarão absolutamente banais em muito pouco tempo. E aí, quando um guru da web num vale qualquer publicar em um veículo relevante: “The like is dead”, você irá lembrar de mim.
Sabe por quê?
Porque as pessoas não têm a menor ideia do que estão fazendo, ou seja, porque clicar em um botão afirmando “eu li” não tem valor algum na vida delas.
Porque o excesso de informação sobre os canais de mídias sociais na TV, no rádio, no panfleto, no PDV da padaria e no chaveiro de brinde de campanha política irão desvalorizar as ferramentas de adesão que servem como métricas de sucesso ou fracasso para os seus clientes.
A propaganda do futuro irá buscar o valor das relações. E atribuição de valor é algo bastante complexo de definir ou quantificar, vide a filosofia.
As marcas com mais “curtir” não serão mais importantes e “valor” será o novo critério de relevância. O que a sua marca mudou na vida delas? O que tornou um serviço mais fácil? Uma negociação menos burocrática ou uma entrega mais ágil? Nascerá a era das métricas de resolução de problemas na vida dos consumidores.
O Banco vermelhinho resolveu 2 milhões de problemas, o laranjinha permitiu que 3 milhões de universitários pagassem suas faculdades, a operadora de telefonia liberou 5 milhões de torpedos grátis para pessoas cujo crédito acabou. Afinal, fan pages lindas e modernas de nada adiantam sem que haja um benefício real para seus consumidores.
E quanto às lovemarks ou marcas cujo entretenimento é seu principal ativo? A escassez gerará um novo critério de valor e o engajamento continuará a ser o atributo dos consumidores mais fiéis, assim como dos fãs. Eles irão buscar incessantemente por uma informação que não estará não banalizada, por algo exclusivo, tão raro quanto um cristal.
Onde está o novo canal de comunicação da marca hype do momento? Quem tem o vídeo? Quem ouviu falar do novo lançamento? Quando será a festa?
O que sabemos no presente é: as pessoas dão valor àquilo que não têm. Enquanto isso, o like está aí, assim como o follow e o share, ilustrando todas as peças de mídia.

0 Comentários:

Postar um comentário

 
Superman Logo Pointer